Projetos aproximam famílias da escola e valorizam identidade cultural de alunos em São Caetano
A EMEI Castorina Faria Lima, localizada no Bairro Santa Maria, em São Caetano do Sul, vem estimulando a relação entre escola, famílias e comunidade por meio dos projetos "Nossas Raízes" e "Comunidade Educadora". Inspiradas nas diretrizes da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), as ações valorizam a identidade cultural das crianças, ampliam a participação das famílias no ambiente escolar e reforçam o sentimento de pertencimento ao território.
Há um antigo provérbio africano que diz que “é necessário uma aldeia inteira para educar uma criança”, e é justamente nessa filosofia que os projetos se baseiam, incentivando a construção de uma educação compartilhada entre escola, famílias e comunidade. Os projetos também dialogam com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, conjunto de metas globais voltadas à erradicação da pobreza, proteção do meio ambiente, combate às desigualdades e promoção da paz e da prosperidade.
Para viabilizar a participação das famílias, a unidade escolar disponibilizou um formulário de inscrição aos interessados em compartilhar suas tradições com os estudantes. A partir das adesões, a equipe elaborou um cronograma com as apresentações e vivências que seriam desenvolvidas ao longo do projeto.
Segundo a diretora da escola, Priscila Bombassei Amorim, a presença das famílias contribui para mudar a visão que muitos responsáveis têm sobre a escola. “É uma iniciativa que vem fortalecendo os vínculos e refletindo, entre outros aspectos, no aumento da frequência dos estudantes, além disso, tem a empolgação das crianças ao verem seus familiares participando das atividades e compartilhando experiências”, reforçou.
Uma das apresentações foi realizada pela família da estudante Olivia Custódio Conovalenco, do Grupo 5B. A tradição compartilhada foi a preparação artesanal de pizzas, realizada pela família todas as sextas-feiras.
A mãe de Olivia é descendente de italianos, enquanto o pai possui ascendência portuguesa e ucraniana. Ele explica que o costume foi herdado de sua mãe. “Minha mãe sempre me ensinou a cozinhar. Querendo ou não, é algo que agrega amor à família. Ela passava amor para mim em forma de cozinha e eu quero passar o mesmo sentimento para minha filha”, relatou.
Além de preservar uma tradição familiar, o pai vê no momento compartilhado uma oportunidade de fortalecer os laços familiares e reduzir o tempo de exposição da filha às telas, uma preocupação cada vez mais presente na rotina das famílias.
Ao final da atividade, os estudantes aprovaram a experiência e foram unânimes em afirmar que a pizza estava deliciosa. E entre a massa que cresce e os anos que passam, a infância ganha forma na aldeia da escola e do lar. No fim, a tradição segue sendo sovada pelas mãos de quem aprendeu com amor e escolheu ensinar do mesmo jeito.

