Instituto Mauá de Tecnologia recebe 120 equipes na etapa estadual da Olimpíada de Robótica
No dia 29 de agosto, o Instituto Mauá de Tecnologia sediou a etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), reunindo 120 equipes classificadas nas etapas regionais realizadas em diferentes pontos do estado de São Paulo. A programação também contou com a Mostra Nacional de Robótica (MNR), que levou ao campus 41 equipes de estudantes, ampliando o contato dos jovens com ciência, engenharia, tecnologia e inovação.
Na modalidade prática de Resgate da OBR, as equipes são divididas em 2 níveis de acordo com a idade. Durante a competição, os estudantes precisam utilizar conhecimentos de programação, eletrônica, sensores e matemática para desenvolver robôs capazes de cumprir os desafios propostos. Mais do que uma disputa, a atividade coloca os participantes diante de situações que exigem estratégia, testes, adaptação e trabalho coletivo.
De acordo com o professor de engenharia de controle e automação Anderson Harayashiki, o sucesso da iniciativa reforça o papel do Instituto Mauá de Tecnologia no cenário nacional da robótica e na aproximação entre a educação básica e o ambiente universitário. “A etapa estadual da OBR aqui na Mauá, juntamente com a Mostra Nacional de Robótica, a MNR, foi um sucesso. Tivemos 120 equipes participando na modalidade OBR e 41 na MNR. Para a Mauá, isso reforça o nosso posicionamento e a nossa importância no cenário da robótica nacional”, afirma.
Robótica aproxima teoria de desafios reais- Uma das características da OBR é transformar conteúdos aprendidos na escola em experiências práticas. Ao programar um robô e desenvolver estratégias para que ele consiga cumprir determinada missão, o estudante precisa testar hipóteses, identificar erros e buscar novas soluções.
Esse processo ajuda a dar significado a conhecimentos que, muitas vezes, são apresentados de forma abstrata em sala de aula. Ao mesmo tempo, pode despertar o interesse por áreas como engenharia, computação, automação e inteligência artificial ao mostrar que a ciência e tecnologia também envolvem criatividade, experimentação e resolução de problemas.
Para o professor Anderson, sediar a competição também representa uma oportunidade de incentivar o interesse dos jovens pelas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. “Sediar um evento desse, que tem estudantes do ensino fundamental até o ensino médio, mostra o nosso posicionamento e como é importante incentivar essas crianças a estudarem mais e a se aprofundarem nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. E, principalmente, na área de robótica, que é importante aqui para a gente”, destaca.
Tecnologia como aliada na formação- Em um cenário de avanço da inteligência artificial e da automação, o contato dos jovens com robótica e pensamento computacional também ganha importância. Mais do que formar programadores precocemente, essas experiências contribuem para que os estudantes compreendam como as tecnologias funcionam e desenvolvam capacidade para questioná-las, utilizá-las e criar soluções.
Segundo o professor Anderson, a realização da OBR também possibilitou uma experiência de troca entre os participantes da educação básica e os estudantes universitários da Mauá. “É legal também porque os nossos alunos conseguem participar como juízes voluntários, atuando nesse papel de serem exemplos e de mostrarem para esses estudantes um caminho, uma continuação após eles passarem por essa etapa de participação na educação básica”, explica.
Além da competição, os trabalhos apresentados na Mostra Nacional de Robótica ampliaram a experiência e criaram um ambiente de troca de experiências, divulgação de projetos e valorização do interesse dos jovens pela ciência e pela tecnologia. A realização do evento também reforçou a atuação do Instituto Mauá de Tecnologia no incentivo à formação de novos talentos e no desenvolvimento da robótica no País.

