Trabalho nas cooperativas de reciclagem de São Bernardo ajuda a proteger meio ambiente, gera economia e transforma vidas
Proteção ao meio ambiente, cidade mais bem cuidada, economia de recursos públicos, geração de renda e vidas transformadas. Esses são os benefícios da coleta seletiva que atende em 100% de São Bernardo e do trabalho realizado pelas duas cooperativas de reciclagem do município – Reluz e Cooperluz --, que, nesta quinta-feira (25/6), receberam repasse de R$ 129.149,22 da Prefeitura pelo Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), valor referente a maio, em evento promovido na Reluz, no bairro Alves Dias.
O pagamento passou a ser realizado diretamente nas unidades em maio, por decisão do prefeito Marcelo Lima, que iniciou o novo formato na Cooperluz e, desta vez, esteve na Reluz, acompanhado por seis secretários, adjuntos e a vice-prefeita, Jessica Cormick, além de servidores municipais. A presença de auxiliares nos equipamentos onde é feita a triagem dos materiais permite aproximar setores da administração de um serviço essencial, mostrando, na prática, o trabalho dos cooperados e a estrutura das cooperativas.
O chefe do Executivo reforçou a importância da coletiva seletiva e do trabalho realizado pelos trabalhadores, considerados agentes ambientais, assim como destacou o impacto que a geração de renda produzida nas cooperativas tem na vida dos cooperados. Exemplo de que a criação dos equipamentos tem força para transformar a vida de pessoas e dar a elas oportunidades para realizar sonhos que pareciam distantes é o de dona Nilda das Neves Soares, de 59 anos, mãe solo de oito filhos que chegou na Reluz já 24 anos – dois depois que o equipamento foi criado.
MELHORES CONDIÇÕES - Segundo dona Nilda, foi a partir do trabalho na cooperativa que ela passou a ter melhores condições para criar os oito filhos e conseguiu comprar um terreno no Parque Bandeirantes, região do Grande Alvarenga, no qual construiu a casa onde mora, obra concluída em quase sete anos. Antes, trabalhava como catadora de recicláveis nas ruas de São Bernardo, não importava se estava frio, calor ou chovendo – "era bem sofrido" --, mas, na cooperativa, encontrou mais conforto e trabalho seguro.
"Esse pagamento mensal, sempre em dia, é muito bom, me ajuda muito. Foi com o fruto desse trabalho que criei meus oito filhos, construí minha casa e, agora, estou fazendo outra em cima. E também cuido de um neto. A maioria das pessoas que vem trabalhar na cooperativa gosta, porque antes eles não tinham, mas hoje têm melhores condições para cuidar das famílias. E eu passo sempre para eles que aqui é um lugar bom, de respeito, de harmonia, de família. Então, gostam muito daqui. De minha parte, digo que amo o meu trabalho. Trabalhar aqui mudou minha vida para melhor", disse dona Nilda.
MAIO – De acordo com a quantidade triada em maio pelas duas cooperativas, o volume que é negociado com empresas que reaproveitam os materiais recicláveis e deixou de ser enviado ao aterro sanitário alcançou 694 toneladas. O volume resultou no repasse de R$ 129.149,22 aos dois equipamentos, sendo R$ 76.185,95 à Cooperluz e R$ 52.963,27 à Reluz. Conforme o balanço preparado pela Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Proteção Animal, nos primeiros cinco meses do ano já foram pagos aproximadamente R$ 617 mil às cooperativas.
Assim como tem feito em eventos com os cooperados, secretários e servidores, o prefeito Marcelo Lima voltou a falar sobre a necessidade de todos trabalharem para conscientizar a população sobre o significado do descarte correto do lixo. "Nós temos avançado na coleta seletiva, mas é importante conscientizar a população de que é preciso separar corretamente o lixo, e conto com vocês para que a gente consiga chegar nas pessoas. Vocês podem fazer muito pela cidade e, automaticamente, por vocês, conscientizando as pessoas a fazerem a separação do material que poder ser reciclado."

