Menor consumo de água no inverno aumenta riscos de pedra nos rins
Quem reduz o consumo de água durante o inverno pode estar criando as condições para o desenvolvimento de cálculos renais, conhecidos popularmente como pedras nos rins. Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) mostram que cerca de 10% da população desenvolverá cálculo renal ao longo da vida, sendo a maior incidência em homens. Além disso, apresenta elevada recorrência devido a medidas preventivas não adotadas.
Segundo o nefrologista Pedro Aparecido Dotto Junior, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, a menor sensação de sede nesta época do ano leva muitas pessoas a ingerirem menos líquidos, deixando a urina mais concentrada e favorecendo a formação de cristais que, com o tempo, podem se transformar em cálculos. Porém, a necessidade de hidratação no inverno permanece a mesma.
"Muitas pessoas associam a ingestão de água apenas aos dias quentes. No frio, a sede diminui, mas o organismo continua perdendo líquidos pela respiração, pela urina e pela evaporação natural da pele. Quando essa reposição não acontece, a urina fica mais concentrada e aumenta a chance de formação dos cálculos renais", explica.
Outro fator típico do inverno é a chamada diurese do frio. Com a queda da temperatura, os rins passam a eliminar mais líquidos pela urina. Sem reposição adequada, esse processo favorece a desidratação e aumenta a concentração da urina, criando um ambiente propício para a formação das pedras.
Além da baixa ingestão de líquidos, excesso de sal, consumo elevado de proteínas de origem animal, obesidade, sedentarismo e histórico familiar estão entre os principais fatores de risco.
"O cálculo renal é uma doença multifatorial, mas boa parte dos casos pode ser prevenida. Hidratação adequada, alimentação equilibrada e acompanhamento de quem já teve episódios anteriores são as medidas mais eficazes para reduzir a recorrência", conclui Dotto.
Como prevenir?
O especialista indica alguns hábitos para prevenir o aparecimento de cálculos renais:
Mantenha a hidratação: consuma entre 1,5 e 2 litros de água por dia;
Não espere sentir sede: no frio, esse mecanismo diminui, mas o organismo continua perdendo líquidos.
Crie uma rotina: mantenha uma garrafa de água por perto ou estabeleça horários para beber água ao longo do dia.
Observe a urina: quanto mais clara, melhor tende a estar o nível de hidratação.
Reduza o consumo de sal: o excesso de sódio favorece a formação de cálculos renais.
Mantenha uma alimentação equilibrada: evite o consumo excessivo de proteínas de origem animal e alimentos ultraprocessados.
Procure atendimento médico se apresentar dor intensa na região lombar, sangue na urina, febre, calafrios ou dificuldade para urinar.
Sinais de alerta
Os cálculos renais podem permanecer sem sintomas por longos períodos. Quando a pedra se desloca, os principais sinais são:
Dor intensa na região lombar, que pode irradiar para o abdômen e a virilha;
Sangue na urina;
Ardor ou dor ao urinar;
Náuseas e vômitos;
Aumento da frequência urinária;
Febre e calafrios, que podem indicar infecção e exigem atendimento imediato.
Sobre a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo
No Brasil desde 1922, a São Camilo pertence à Ordem dos Ministros dos Enfermos, fundada por São Camilo de Lellis. Além de hospitais, conta com Centros de Educação Infantil, Colégios e Centros Universitários.
As Unidades Pompeia, Santana e Ipiranga fazem parte da Rede de Hospitais de São Paulo, que prestam atendimentos em mais de 60 especialidades e cirurgias de alta complexidade em neurologia, cardiologia, transplantes de fígado e musculoesquelético, cirurgias robótica e bariátrica. Por meio da atuação filantrópica, apoiam na manutenção das atividades de vários Hospitais administrados pela São Camilo no Brasil com atendimento ao SUS.
A Rede de Hospital São Camilo de São Paulo possui Centro de Oncologia e de Hematologia (Transplantes de Medula Óssea) e tratamento com CAR-T-CELL. Referência em urgência e emergência conta com PS Adulto, Infantil e 60+. Possui a Certificação em nível Diamante da Qmentum Internacional, o Selo Amigo do Idoso e as Certificações PALC e ABHH.

