‘Mário Covas’ reestrutura farmácia de alto custo e reduz tempo de espera em cerca de 60%
Quem procura a farmácia do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, já começou a perceber os primeiros resultados de uma ampla reestruturação do serviço. Iniciado nesta semana, o projeto ampliou imediatamente o número de profissionais nos guichês e, já no primeiro dia da nova operação, fez o tempo médio de espera cair para menos de 50 minutos.
O resultado representa redução de cerca de 60% em relação à média da espera registrada ao longo de 2026, que era de 2h01. Nesta quinta-feira (01/10) e na sexta-feira, a Farmácia do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (FCEAF) do HEMC – mais conhecida popularmente como farmácia de alto custo – passou a operar com 19 guichês em funcionamento, seis a mais do que os 13 postos que vinham sendo utilizados regularmente.
A ampliação faz parte de um projeto maior de reorganização da unidade, que recebe atualmente a média de 27.220 atendimentos por mês e, nos períodos de maior procura, chega perto dos 30 mil. Além do reforço na linha de frente, estão previstas mudanças em diferentes etapas do atendimento, com atualização do sistema interno, agendamento por faixa horária e remoto, adequações na triagem, análise de reagendamento por WhatsApp, ampliação do atendimento telefônico e reforço da orientação aos usuários no saguão. Outra novidade é a instalação de aparelhos de ar-condicionado no local, que será concluída nesta semana.
O principal avanço, contudo, está no reforço da equipe. A partir da próxima segunda-feira (05/10), a expectativa é de que cinco novos colaboradores já passem a integrar de forma fixa o atendimento nos guichês. Com isso, a operação regular passará de 13 para 18 profissionais nessa atividade.
CRESCIMENTO E REORGANIZAÇÃO
A mudança busca adequar a estrutura da farmácia a uma realidade que se transformou ao longo dos últimos anos. Em 2018, antes do processo de descentralização regional, a unidade contava com 75 colaboradores. A abertura de novas unidades em São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, em 2019, permitiu redistribuir parte da demanda e levou à transferência de 11 funcionários. Com a redução inicial do movimento, a farmácia do Hospital Mário Covas passou a contar com 64 profissionais – quadro que se mantinha até hoje.
A descentralização cumpriu, naquele momento, o papel de distribuir o atendimento entre diferentes pontos da região. O cenário, contudo, voltou a mudar. Depois de cair para cerca de 20 mil atendimentos mensais em 2020 e 2021, o movimento no HEMC cresceu progressivamente e chegou novamente, em 2026, a patamares próximos aos registrados antes da reorganização regional. O número de funcionários, entretanto, permaneceu inalterado.
Na prática, a unidade passou a atender praticamente o mesmo volume de 2018 com 11 colaboradores a menos. Naquele ano, eram 413 atendimentos mensais por funcionário. Em 2026, a média chegou a 425 e alcançou 469 nos meses de pico. O aumento da demanda sem uma recomposição equivalente da equipe elevou a carga de trabalho e tornou necessária uma nova adequação estrutural.
REFORÇO IMEDIATO
Para que os efeitos da reestruturação não dependessem da conclusão das novas contratações, o Hospital Estadual Mário Covas adotou uma solução imediata. Nesta quinta e sexta-feira, colaboradores passaram a atuar em contraturno e em horas extras, permitindo colocar 19 guichês em funcionamento simultaneamente.
Foi justamente com essa nova configuração que o tempo médio de espera ficou abaixo dos 50 minutos já no início do projeto. Trata-se de um primeiro resultado da combinação entre maior número de profissionais disponíveis e reorganização do fluxo de atendimento.
A partir da próxima semana, o reforço deixa de ser apenas emergencial. Os cinco novos colaboradores contratados passam a integrar a equipe fixa dos guichês, consolidando a ampliação de 13 para 18 profissionais e inaugurando uma nova etapa para a FCEAF.
A expectativa é que o novo dimensionamento, aliado às demais medidas de organização do fluxo e comunicação com os usuários, permita acompanhar de maneira mais adequada o crescimento da procura e oferecer um atendimento cada vez mais ágil aos pacientes que dependem da unidade para dar continuidade aos seus tratamentos.

